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A mostrar mensagens de outubro, 2005

LEMBRANDO MARIA ROSA COLAÇO

A PEDAGOGA DE «A CRIANÇA E A VIDA» (antiga colaboradora d’ A Voz de Loulé faleceu no dia 13 de Outubro) A notícia apanhou-me de surpresa. Foi através de um mail de um leitor que fiquei a saber da morte da Maria Rosa Colaço (MRC), uma pedagoga, professora e escritora que marcou gerações de alunos e leitores. A escritora faleceu no passado dia 13 de Outubro e dela, apenas, uma simples nota de rodapé nas televisões. A imprensa, publica pequenas referências e notas biográficas da autora. Uma ignorância e uma tristeza que chocou muitos dos seus antigos alunos. É o caso deste nosso amigo leitor [António Matos Rodrigues] que, triste com a morte da sua antiga professora primária e mais triste ainda pelo cerco de silêncio que se fez à volta dela, decidiu criar um blogue em sua homenagem , com o seu nome, abrindo-o a quem queira testemunhar as suas vivências. Maria Rosa Colaço publicou vários livros, recebeu alguns prémios, escreveu crónicas jornalísticas e guiões de teatro. Mas o seu trabalho ...

AS MULHERES NO SISTEMA POLÍTICO

O processo de constituição das listas para as eleições é, habitualmente, uma representação plena de qual o papel feminino na vida social e política. Os arranjos das últimas listas para as eleições de 20 de Fevereiro mostraram, mais uma vez, a hegemonia masculina dos partidos políticos e em especial dos seus aparelhos nacionais e regionais. A conversa veio à baila com a lista do PS em Coimbra e sobretudo com a decisão de colocar Matilde Sousa Franco (MSF) no primeiro lugar da lista. Muita coisa se escreveu sobre o assunto. Destaco apenas uma opinião: «Parece-me uma péssima escolha. Não retirando os méritos da Sr.ª, que são muitos, continuando a considerá-la, como considero, uma mulher de fibra e de elevado sentido de estado, não posso deixar de achar que a sua candidatura, para mais como cabeça de lista (aceitaria com mais facilidade um local elegível mas de menor visibilidade), soa demais a uma vontade bacoca de "surfar" a onda de popularidade que ela, pelo braço do falecido ...

A DEMOCRACIA, O FUTEBOL E O “APITO DOURADO”

Duas razões me levam a escrever esta crónica. A primeira é o facto de ter escrito aqui, em crónica de 15 de Março passado, um texto sobre “a política e o futebol”; a segunda, como é compreensível, pelo conjunto de factos que hoje dominam a actualidade mediática e designado como “apito dourado”. Posto isto, recordo que na referida crónica salientava o peso desmedido do futebol na portugalidade contemporânea e dizia: “no ano de 2004, o futebol dominará a política nacional. Em contrapartida e como moeda de troca social, a política tem dominado o futebol. Há muitas épocas – para usar a terminologia do futebol – em que o dirigismo no futebol é tirocínio obrigatório para quem quer ascender a cargos políticos de referência”. Ora esta promiscuidade tem destas coisas. Quando cai o Carmo, cai também a Trindade. Neste caso, cai o futebol e com ele se arrasta a política que se faz, assim, de compadrios e de uma rede de dependências insolúveis. Voltando à crónica de 15/3, dizia eu que “precisamente...