Os ópios do povo
[1] A pobreza altense: Se eu fosse de Alte, ficaria preocupado. A minha terra estaria em terras serranas, teria fracos recursos e viveria de uma agricultura de subsistência. Para me contentar, teria apenas uma igreja como a referência histórica mais antiga e uma rocha dos Soidos que em tempos serviu para alguma coisa: encaminhar os navegantes... Bem, também teria a Fonte Grande, as chaminés rendilhadas, o 1º de Maio e já me daria por satisfeito. Como a mentira também ajuda a sobreviver, encher-me-ia de orgulho saloio, por saber que a minha aldeia já foi considerada a mais típica de Portugal. Não sei o que é típica, mas não faz mal. Devem julgar que estou a brincar, mas não. Se não gostasse de Alte, não escreveria assim. Mas são estas as palavras que me escorrem no computador depois de ter acedido ao link para a freguesia de Alte, a partir do site da Câmara Municipal de Loulé – www.cm-loule.pt Quando li, nem queria acreditar em tanta miséria franciscana. Aliás, o site, até de forma sob...