Casimiro de Brito, "poeta do pleno e do vazio"?
Em Loulé, realizou-se (18 de Novembro passado) uma Conferência sobre Casimiro de Brito, no âmbito de Faro, Capital Nacional da Cultura 2005. Álvaro Manuel Machado, conferencista convidado, traçou um excelente perfil da obra poética e literária do poeta, em torno da ideia central de pleno e de vazio, que considera serem as marcas filosóficas de Casimiro. Aproveitei essa deixa, no final da conferência, para metaforicamente sublinhar o contraste entre a vasta e qualitativa obra do poeta e o número de pessoas na sala (seis ouvintes e mais três pessoas da organização). Casimiro, sendo louletano, não é conhecido em Loulé. Ou melhor, é conhecido por uma minoria pouco significativa de gente ligada à cultura. Aliás, entre a terra e ele há ainda muita coisa por esclarecer. E, notoriamente, estamos perante um fenómeno de rejeição recíproca, muito mais por obra da terra do que pela obra do poeta. Digo eu. Sobre este assunto, aliás, já tive oportunidade de o referir e escrever bastas vezes. É o poe...